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Lavando as próprias cuecas (ou revendo os privilégios)

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Dedicado a todas as mulheres que pereceram na luta por suas próprias vidas.   O convido a sair da Casa dos Homens - essa carapaça dura e impermeável dentro da qual há apoio, acolhimento  e nenhuma necessidade de se questionar sobre suas ações, omissões e silêncios. Aí você está milenarmente legitimado em seu poder. No entanto, essa estrutura não te permite crescer para além do seu phalo.  Talvez não te interesse crescer e assumir as responsabilidades. No entanto, o quarto do Barba Azul foi aberto. O sangue de mulheres já escorre por todos os cômodos desta casa . E não pode mais ser ignorado.  Este sangue também está em suas mãos, ainda que você diga que não é todo homem.  Mas é sempre um homem, mais um assassino, os responsáveis por essas mortes todas.  Neste primeiro momento vamos circular a casa dos homens. Olhar por fora a estrutura pode nos ajudar a destroná-la. Recorda o seu primeiro interdito. De acordo com Freud, desejar sua própria mãe é um veto....

Cuidado, pessoas!

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  O ALERTA sobre o PERIGO do CONVÍVIO HUMANO devia estar em letras GARRAFAIS , presentes em todos os cantos: letreiros de ônibus, placas, camisas, escolas. Deveríamos introjetar desde a mais tenra infância:  pessoas são frágeis, mas também: CUIDADO, PESSOAS CAUSAM DANOS! E alguns destes danos são irreparáveis.  Precisamos identificar com clareza: os sorrisos letais, os olhares armados, as escutas venenosas,  as palavras cortantes. Assim como na natureza os predadores são reconhecidos como tal, também precisamos SABER RECONHECER os predadores humanos.  Os que tratam relações como aranhas devoradoras.  Envolvendo suas presas em suas teias de mentiras e manipulações. Os que se divertem morbidamente à custa dos mais fracos, dos mais crédulos, dos ingênuos.  Os que adquiriram MAESTRIA EM SE APROVEITAR do trabalho, do esforço e da criação dos outros.  Os que estão feridos e, portanto, cegos demais para não ferir também, para não descontar sua desgraça...

Pisei em falso e sentei no meio fio

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 Leia como se ouvisse um samba. Beijo! Pisei em falso e sentei no meio fio era a dor me convidando  a parar só um pouquinho. O motorista olhou no retrovisor desceu e ajudou  recordou que os tombos da vida muitas vezes não são por nossa culpa, mas livramento preciso de uma encruza difícil Tanta ajuda inesperada  numa manhã de domingo sinalizando a generosa vida, olhos amorosos brilharam: dando força, dando bênçãos,  recomendando cuidado. A viatura me levava  na condição de vítima,  às vezes nós carregamos,  noutras somos carregados.  Nunca é errado pedir ajuda! Muitas vezes precisamos  de alguém ao nosso lado: dando a mão, sendo agasalho.  Pisei em falso e sentei no meio fio era a dor me convidando  a parar só um pouquinho. Respirar mais profundo sair da roda do mundo tirar os pés da vertical e na horizontalidade  deitar a mente, acalmar  aqui dentro pra arrumar  o que está errado aí fora, afinar o julgamento, ele...