Cuidado, pessoas!
O ALERTA sobre o PERIGO do CONVÍVIO HUMANO
devia estar em letras GARRAFAIS,
presentes em todos os cantos:
letreiros de ônibus, placas, camisas, escolas.
Deveríamos introjetar desde a mais tenra infância:
pessoas são frágeis,
mas também: CUIDADO, PESSOAS CAUSAM DANOS!
E alguns destes danos são irreparáveis.
Precisamos identificar com clareza:
os sorrisos letais,
os olhares armados,
as escutas venenosas,
as palavras cortantes.
Assim como na natureza os predadores são reconhecidos como tal,
também precisamos SABER RECONHECER os predadores humanos.
Os que tratam relações como aranhas devoradoras.
Envolvendo suas presas em suas teias de mentiras e manipulações.
Os que se divertem morbidamente à custa
dos mais fracos,
dos mais crédulos,
dos ingênuos.
Os que adquiriram MAESTRIA EM SE APROVEITAR
do trabalho, do esforço e da criação dos outros.
Os que estão feridos e, portanto,
cegos demais para não ferir também,
para não descontar sua desgraça pessoal
em quem por infelicidade do destino
apareça em seu caminho.
Os mal amados, os infelizes, os frustrados,
os que estão empenhados em ferrar a vida de todos ao seu redor.
CUIDADO, PESSOAS!
Como eu ou você, imperfeitos, cheios de arestas e espinhos.
Com o copo cheio até a tampa,
esperando a última gota
que os faça derramar o que possuem de pior.
O problema é que este pior
causa TRAUMAS E DORES.
E nem sempre temos a sabedoria
de suavizar os golpes,
de perdoar as ofensas
e deixar pra lá,
afinal cada um carrega o ônus das ações que pratica,
inevitavelmente.
Nossas imperfeições se aferram a estas sombras
ou seria nossa vulnerabilidade,
a parte em nós que é aberta
e sente profundamente a dureza
dos corações que se petrificaram?
A maravilhosa Marina Colasanti escreveu:
a gente se acostuma, mas não devia!
Não devia mesmo ser comum estar infeliz e infelicitar os outros.
É preciso como cantou a Gal: estar atento e forte.
Atento para identificar a sordidez e não se deixar envolver.
Forte para levantar a cada dia,
sem desistir de externar
o melhor que possuímos.
Caminhemos assim: atentos e fortes.
Vigilantes com nossa própria imperfeição
para que não seja ela
a ditar o tom da nossa vida
e amargar as nossas relações.
Fortes o bastante para IMPEDIR QUE NOS ROUBEM
o sorriso, a esperança e a fé.
(Tatiane Moreira Ferreira)
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