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Clitoria Ternatea

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  Flor Azul de olhar marítimo, sorriso largo, e coração forte.     Poesia orvalhada  comestível, adocicada  sobre pétalas azuis. Palavras efêmeras  voaram virtuais  e se desfizeram    como espuma na areia... Sem raiz ou possibilidade de colheita, eu, que sou filha do vento e caminho entre serras,  longe dos braços do mar. Sopro lembranças  etéreas, fugidias, matizadas de azul escorrendo feito areia  da ampulheta no peito nu. (Tatiane Moreira)

Rosto mulher

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  Somente agora nesta altura da minha vida, consigo ver a mulher por trás de cada rosto feminino. Os tons das idades, as marcas dos amores, as lágrimas roladas. Os vincos do prazer ou da dor.   Talvez também porque somente agora consigo me enxergar fora do estereótipo cultural que me carimbou com as pegadas do capital, até que me desfiz das personas fabricadas e me voltei ao pequeno eu. Assim fui capaz de acolher a minha natureza e a minha realidade, o belo e o que aprendemos que não é belo e, no entanto, é presença singular de algo que para ser apreciado carece da sutlização dos sentidos, muito além do que os olhos veem ou julgam. A madureza num rosto feminino acrescenta mais poréns.   A inocência não se perde de todo, agora mora em uma certa forma de olhar. Se é uma mulher que alcançou profundidade, seu sorriso será lua crescente. Se é uma mulher que amou de verdade, seu brilho será plenilúnio! (Tatiane Moreira em 27/09/2020)

De mulher para mulher

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O que nos falta de verdade, é irmandade. É olharmos uma para outra com admiração, não inveja. É nos desejarmos felicidade sincera. Para isso teremos que estilhaçar espelhos de comparações tolas, de competitividades mesquinhas e em cada rival encontrar uma amiga, uma colaboradora, uma incentivadora para o nosso sucesso. Falta-nos consideração carinhosa pelo feminino que nos irmana. Falta-nos fidelidade para cuidarmos umas das outras  como companheiras de jornada, como parceiras na arte de viver. Falta-nos união para aprender  à sermos mestras no amor  e assim restaurarmos o mundo. Eu estendo minha mão  e espero pela sua juntas muito mais nós seremos!  (Tatiane Moreira em 13/03/2010)

Entre escutar e dizer

Comunicar é lançar ponte na travessia de mão dupla entre escutar e dizer: as trocas para equilibrar. O sentir e o pensar, sintonizar a atitude Na medida mais justa que pudermos encontrar. Relacionar é como rede emaranhada ou como bela trama,  depende de quem a tece, de como a tece, do por quê.... Compreender é como alcançar o cume  e do alto contemplar a vista entre vales e campos, desertos e florestas; é abraçar a paisagem com tudo o que lhe é próprio. Aceitar é entender que tudo é como precisa ser, embora isso não exima a responsabilidade de cada um em encontrar seu próprio caminho  e ser senhor das suas atitudes. (Tatiane Moreira) 

Dias em que precisamos do abraço da mais Velha

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  Há dias em que a bagunça interior é tanta que mal nos encontramos. Dias de incerteza, insegurança, medo... O amanhã é como uma borrasca no horizonte. E não temos como nos expressar com um canto ou uma reza. E a água ferve até secar... sem que nos levantemos. Dias em que o coração está pequeno dentro do peito e nem ouvimos suas batidas ocas. É justamente nesses dias em que a mais Velha se levanta nos prepara um banho de rosas brancas e canta por nós a canção que se perdeu. Seu manto cheira a camomila! Ela vem para nos resguardar no grande útero da Terra e nos abraça como a semente envolvida pela terra. E fumando sonha por nós as flores que nos colorirão os sorrisos, os destinos, outras vidas que nossas vidas tocarão... Ela, a mais Velha, a que traz a marca dos tempos nos olhos, as teias de aranhas nos cabelos, a vulva cantante e suas mãos calmantes a nos embalar. (Tatiane Moreira Ferreira)

Marcas maternas

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Minha lembrança neste dia vai para as mulheres que pariram, mas não puderam ou não quiseram ficar com seus filhos. Envolvo também neste poema: as mães preteridas, descartadas, esquecidas; as mães humanas demais, com defeitos demais para os ideais românticos filiais. As mães simples, sem auréolas de divindade. As mães que aguardam um telefonema, uma visita que nunca chega... Ou chega com os minutos contados. Mães que nunca perguntamos quem são,  o  que sentem, o que pensam, o que desejam além deste papel materno. Ah! Mães que partiram e deixaram tanta saudade! Mães que partiram e deixaram tanta mágoa. Mães apenas. Retratadas não apenas no sorriso e juventude como querem os interesses midiáticos. Mães que ralham e nos perturbam. Mães idosas envolvidas pelo Alzheimer. Mães postiças que a Grande Sorte nos permitiu encontrar e se tornaram mães verdadeiras. Mães que transcenderam seu   papel e se transformaram em preciosas amigas. Mãe ...

Poema Aliança - Tatiane Moreira

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